Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 02/04/2020

No universo cinematográfico da série " Thirteen Reasons Why " , o personagem Justin Foley angustiado pela recorrente culpa que sentia por ser apontado como cúmplice do estupro de sua ex namorada , rende-se ao uso de drogas , a fim de aliviar tal situação.Hodiernamente, o cenário não esquiva-se da história fictícia, evidenciado que são impotentes as medidas tomadas para apoio a tais dependentes, tornando facilitado o acesso às substâncias , e levantando a seguinte questão : os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil.

Utilizadas historicamente com fins religiosos, culturais, medicinais e busca de prazer ,as drogas e bebidas alcoólicas, no presente século, são designadas como meios de ‘‘alívio’’ dos dilemas individuais e “desvio” aos titulados como mais vulneráveis.Dados expostos pelo Ministério da Saúde revelam que , as internações por uso de drogas lícitas teve um pico em 2012 ,entretanto, despencou drasticamente até 2015, no Brasil.A Organização Mundial da Saúde (OMS), levantou ainda que o país oferece tão-pouco abaixo dos mais de 950 mil leitos necessários as clínicas de reabilitação.Fatos que  apenas comprovam o desamparo dos órgãos cabíveis para com esses indivíduos.

Indubitavelmente, o uso desenfreado de entorpecentes e álcool, ocasiona uma série de consequências , podendo ser físicas ou psíquicas, entre as mais evidentes estão a perda de capacidade cognitiva, insuficiência motora, problemas psiquiátricos , além dos problemas de depressão , ansiedade , e perca do convívio social.

Em síntese , verifica-se que o Brasil em contrapartida ao avanço dos inúmeros caso de dependências químicas , deve contar com o amparo dos órgãos cabíveis.Dessa forma , do Ministério da Saúde é a responsabilidade de disponibilizar clínicas de reabilitação , e facilitar o meios de acesso a esses centros.O governo como órgão superior ,deve disponibilizar fundos , e investir juntamente com as mídias em projetos e atos ,que promovam o ver social.Como secundário órgão educacional , a escola deve interferir e alertar sobres os riscos do uso de tais produtos além de contar com apoio fundamental da família , instituição fortemente ligada ao adolescente.Desse modo poderá se erradicar tal quadro , comprovando a sábia frase do sociólogo brasileiro Paulo Freire : " Se a educação sozinha não transforma a sociedade , sem ela , tampouco , a sociedade mudará".