Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Aquela que vem e que passa ?

Erra quem pensa que um ser saudável precisa exclusivamente de um saúde física estável, doenças psiquiátricas alastram-se mundo a fora e carregam o temor de suas consequência, em um ciclo cada vez mais propício à confusão mental cria-se uma tênue linha entre vício e controle. O mal da dependência química é a sutileza com que paulatinamente devasta a vida de seus enfermos.

As áreas dedicadas ao cuidado da saúde mental apresentam uma crescente valorização no cenário de globalização, visto que, houve a percepção do aumento de cidadãos que encontram nas drogas um refúgio da turbulência diária. O que pouco se sabe é que o real problema não são as mesmas, e sim a relação estabelecida. Os impasses se apresentam já no início, pois os sintomas prévios são minuciosos, atingem apenas alguns usuários (geralmente, com histórico genético) e trata-se de uma enfermidade crônica.

Uma das maiores dificuldades dos adictos em tratamento vêm a ser as recaídas constates, com porcentagens altíssimas de aproximadamente 80%, fomentando em constantes desistências e entrega total ao vício, também existe a questão do  fácil acesso a tais mercadorias - por vias de contrabando - que torna mais árdua a batalha em prol da cura, drogas como o Skank (com elevado índice de THC) causam problemas psiquiátricos graves, assumindo-se uma das mais propícias a desenvolver complicações.

Observando a necessidade de lidar com urgência desse problema biopsicossocial, intervenções de origens diversas são requeridas, desde o apoio familiar durante todo processo de tratamento, até o auxílio externo em grupos de apoios, de crucial importância, sem isentar a colaboração do Estado (que tem como dever cuidar de seus cidadãos) por meio de criações de estabelecimentos não privados como o CRDQ, no Amazonas. Com medidas simples e empatia, vidas podem ser salvas.