Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/04/2020

É incontrovertível que o abuso de substâncias viciantes é uma prática presente no cotidiano de inúmeras pessoas na sociedade contemporânea, e não é uma problemática recente. Com a ascensão do movimento “hippie”, na década de 80, o lema “sexo, drogas e rock and roll” se popularizou e tornou o uso de entorpecentes um estilo de vida desejado, ideal o qual ainda se perpetua. Portanto, a dependência química é uma doença a qual deve ser tratada e debatida, pois pode causar danos irreversíveis aos indivíduos.

A priori, sabe-se que existem diferentes motivos que levam a pessoa ao vício. A droga, por proporcionar sensações prazerosas e tranquilizantes, é vista como um meio de fugir dos problemas e proporcionar bem-estar, de modo que o usuário fica dependente e incapaz de se satisfazer de outras formas. Ademais, fatores de ordem biológica, como tendências genéticas e transtornos psiquiátricos, influenciam no consumo obsessivo de alucinógenos, tal como ocorreu com o vocalista Chorão, que possuía depressão e morreu de overdose de cocaína.

Consequentemente, diversos problemas são desenvolvidos em razão do uso de tais substâncias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, 500 mil mortes são causadas, por ano, pelo consumo de drogas, além de impulsionar o desenvolvimento de câncer, doenças cardíacas e danificação cerebral. Ademais, o isolamento social e a desmotivação, advindos da dependência, agravam, ainda mais, a situação psicológica e social do usuário.

Logo, é substancial que esse quadro seja modificado no Brasil. Destarte, é dever do Estado destinar verbas ao tratamento de viciados, por meio de programas assistenciais, como oficinas artísticas e terapêuticas, a fim de tratar e reabilitar os dependentes. Dessa maneira, será possível que os desafios provenientes da dependência química sejam combatidos no país.