Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 26/03/2020

Conforme uma pesquisa feita pelas Nações Unidas do Brasil, em 2017, 29 milhões de adultos dependem de drogas. A maioria dos dependentes chegam a esta situação para aliviar a tensão e o estresse.No Brasil, não só faltam políticas públicas eficientes e realistas, como também há carência de tratamentos efetivos, visto que a maioria dos pacientes retornam aos vícios.

O governo dispõe de políticas em que a internação do paciente é voluntária, mas muitos dos dependentes não reconhecem o próprio vício, tornando-se um método inválido para o trato dos mesmos. Ademais, as políticas de tratamento são muito generalizadas, mas na realidade, cada indivíduo requer um tipo de intervenção diferente.Ainda faltam clínicas e há poucos funcionários para o crescente número de dependentes no país.

De acordo com uma pesquisa feita pela psicóloga e doutora em Ciências Médicas Rosimeri Pedroso, cerca de 43,3% dos adultos se internam cinco vezes ao longo de três anos, após o fim de seu tratamento. Isso ocorre porque as terapias são descontínuas e há escassez de funcionários especializados, havendo, por isso, violação dos direitos humanos e a associação do vício à má índole, dificultando a futura inserção do paciente na sociedade.

Com a finalidade de facilitar o tratamento dos dependentes químicos, faz–se necessário que o governo divulgue os serviços de reabilitação e que torne o processo terapêutico obrigatório, além de contratar profissionais mais capacitados.Mostra-se fundamental também evitar as prisões de usuários de drogas ilícitas e em seu lugar buscar condenar os traficantes, e assim dificultar as possíveis recaídas.