Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/04/2020

Indubitavelmente o consumo de bebidas alcoólicas e drogas não é algo recente: era bem comum entre os egípcios, como o ópio e a mandrágora, usadas para efeitos medicinais e alucinógenos. Apesar desse fato, a utilização exacerbada destas, o vício, hodiernamente constitui um grave impasse para a saúde pública e é considerado pela OMS, Organização Mundial da Saúde, como uma doença crônica, que está a afetar milhares de famílias e vidas de jovens que poderiam conceber um futuro próspero à população mundial.

A priori, é importante ressaltar que uma pessoa não usa esses entorpecentes sem uma causa a ser explicada. O seriado Bojack Horseman mostra um cavalo humanoide que era famoso nos anos 90, e depois desse tempo tenta recuperar sua fama com um livro. Mesmo provindo dessa fama, ele tinha sérios problemas de depressão e crises existenciais por problemas originados na sua infância e adolescência perturbadas, e utilizava como fuga as drogas e as bebidas. Percebe-se que o supracitado se relaciona diretamente com a sociedade atual, já que boa parte daqueles que tenham depressão ou outra doença psiquiátrica procuram nesses estimulantes consolo para o sofrimento. As pesquisas do Epidemologic Catchment Area Study revelaram que cerca da metade dos indivíduos diagnosticados como dependentes apresentam também um distúrbio mental, com a depressão entre trinta e cinquenta por cento dos casos.

Ademais, substancial parcela dos centros de reabilitação não seguem de maneira justa a lei que protege os direitos dos dependentes químicos. Consoante o site Consultor Jurídico, a maioria das clínicas, além de realizar internações de uma forma desumana, prendendo a pessoa, elas permitem visitas uma vez ao mês, praticamente isolando o paciente. O que contraria a lei, pois ela prevê a participação da família como importante para o tratamento. É válido citar também que um dos princípios de intervenção médica é atender as necessidades dos enfermos, o que nem sempre é visto em prática.

Em suma, uns dos desafios para o tratamento de dependentes químicos são a falta de assistência aos necessitados, que mesmo nas clínicas não recebem tratamento de forma decente, e também a predominância de pessoas com problemas psiquiátricos. Portanto, torna-se necessário que o Ministério da Saúde, responsável pela organização da saúde pública no país, juntamente com o da Justiça postulem os hospitais de saúde mental que sigam as leis, por meio de multas, com a intenção de conceder uma maior qualidade a quem necessita de suporte, e minimizar um problema tão comum e alarmante no mundo todo, garantindo melhor qualidade de vida a todos de forma igualitária.