Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 09/04/2020

Hodiernamente, devido a ausência de apoio familiar e um sistema de saúde desaparelhado para tratar os dependentes químicos, os desafios acerca do tratamento destes, no Brasil, se mostra presente nos mais diversos fatores da sociedade.

Segundo Roberto Kinoshita, coordenador de saúde mental, álcool e outras drogas do Ministério da Saúde, “no caso das drogas, o primeiro mal que devemos evitar é proclamar que temos alguma arma melhor do que as outras, vender ilusões. Há décadas, se estudam e se buscam tratamentos eficazes. E, hoje, a eficácia de inúmeras abordagens é muito questionável”. Análogo a isso, pode-se afirmar que a intensificação da dificuldade para reinserir o indivíduo na sociedade, devidamente tratado, se dá pelo fato de que as pessoas do convívio do dependente normalmente não sabem como lidar adequadamente, por muitas vezes o mesmo ter cometido crimes. Ademais, as clínicas de reabilitação não são baratas visto a quantidade de profissionais dedicados ao tratamento, e muitas drogas como a cocaína e o crack são extremamente viciantes por causa de suas composições químicas, o que torna a reabilitação complicada.

Por conseguinte, o uso de substâncias ilícitas trazem muitos adventos para a vida do usuário, já que, além de afetar a vida social e familiar, o consumo compromete a vida profissional, e se não houver um acompanhamento adequado, as chances de ter uma recaída são grandes, além de ter efeito nefasto sobre o organismo.

Em suma, é de indubitável importância que haja um maior investimento por parte de empresas privadas e do governo em adequar as clínicas públicas, para alcançar todas as camadas sociais, juntamente com campanhas e palestras ministradas por profissionais da saúde sobre como lidar com os usuários. O incentivo à prática de esportes também é válido, partindo do pressuposto de que assim, o dependente altera seu foco para a atividade física, e não para o uso de drogas.