Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 13/04/2020
O Ministério da Saúde relatou que mais de 6% da população têm transtornos psiquiátricos decorrentes do uso de álcool ou drogas, ou seja, é fulcral que o tratamento de dependentes químicos seja um tema recorrente principalmente por ser de complicada resolução, ja que não há clínicas públicas para todos e a família não incentiva a busca por ajuda médica.
A dependência química é uma doença crônica e multifatorial.Tal enfermidade não se trata apenas de um vício mas também um tipo de transtorno mental visto que o uso excessivo e descontrolado de drogas acaba por alterar a percepção do dependente químico. Existem diversos fatores que podem levar uma pessoa a essa situação como dificuldade para lidar com frustrações e resolver problemas, traumas da infância, sintomas de depressão, tristeza sem motivo, quadros de ansiedade ou até mesmo influência social.
Porém um fator determinante é a negligência do Governo nesse tópico, uma vez que pouco investe nessa área, o que dificulta o fornecimento de mais clínicas públicas, profissionais, medicamentos e uma boa estrutura nos centros de reabilitação para melhor atender o paciente. O fator social também implica na volta dos dependentes a sociedade, como motivo de recaída para muitos, pois muitas pessoas ainda têm preconceito e a vaga num estabelecimento se vai quando o contratante tem conhecimento do passado.
Com base nos fatos mencionados, faz-se de extrema importância um maior investimento nesse assunto, através de programas auxiliares do Governo, para a construção de mais hospitais e o fornecimento dos materiais.Tratamento terapêutico, dinâmicas em grupo, terapia ocupacional e atividades físicas, trazem resultados mais eficazes, o que exige mais profissionais por meio de concursos públicos, por responsabilidade do Estado. Dessa maneira, a dependência química poderia ser atenuada no país e os dados apresentados pelo Ministério da Saúde reduziriam drasticamente.