Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 13/04/2020

A dependência química é uma doença crônica e progressiva, propiciada pelo consumo repetitivo de determinadas substâncias. Essa realidade faz-se presente no cenário social brasileiro e constitui um problema de saúde pública, visto que o Governo Federal tem custo milionário com o tratamento de dependentes. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, 950,9 milhões foram destinados a internações hospitalares e atendimentos ambulatoriais.

Em primeira análise, é válido ressaltar que o uso de entorpecentes é originado predominantemente pela falta de conhecimento dos malefícios e problemas sociais que o usuário futuramente terá que enfrentar. Soma-se a isso, a insipiência de grande parte da sociedade, que acredita que a internação compulsória é o tratamento mais eficiente, contudo o dependente químico por encontrar-se em isolamento social está mais suscetível a cometer atrocidades.

Outrossim, a dificuldade de inserção do indivíduo no meio social após o processo de reabilitação, visto que este enfrenta a desconfiança em função de seus antecedentes. O uso de drogas lícitas e ilícitas originam danos a saúde do usuário e podem levar ao óbito.

Em suma, esse retrato preocupante da sociedade brasileira evidencia a necessidade de atenuá-lo. É imprescindível que as instituições de ensino, como formadoras de princípios morais e éticos estimulem discussões engajadas acerca da nocividade do uso de tais substâncias. Ademais, a disponibilização de cursos profissionalizantes pelo Ministério da Educação a fim de reintegrar profissional e economicamente esses indivíduos. Somente assim, será possível elidir essa problemática.