Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 02/04/2020
Nos primórdios da civilização, as drogas eram utilizadas por vilas tribais -em rituais religiosos- para a comunicação com os deuses. Com o desenvolvimento da sociedade, a utilização dessas substâncias destina-se a procura de prazeres individuais e imediatos. No contexto brasileiro contemporâneo, um número cada vez mais elevado de pessoas sofrem com a dependência química e não possuem as devidas assistências necessárias. Isso deve-se a precária rede de tratamento aos debilitados e ao descaso do governo com o tratamento dos pacientes.
Em primeira análise, é importante citar que a rede de tratamento brasileiro para dependentes químicos é precária e incapaz de auxiliar a todos os enfermos. Esse panorama é realçado pelos dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS),em que apenas 0,34% dos leitos são disponibilizados para esse grupo de pacientes. Essa porcentagem revela um número inferior a quantidade de leitos adequadas aos doentes necessitados, 0,5%. Portanto, a melhoria no tratamento e acompanhamento desses é vital para que os mesmos possam ser reinseridos na sociedade e por conseguinte retornem a conviver nesse meio.
Ademais, vale ressaltar que o governo apresenta uma posição de desinteresse com o tratamento de dependentes químicos. De acordo com dados disponibilizados pelo Senado Federal, a grande burocracia utilizada pelo estado para instalar centros de atendimento aos enfermos impede o avanço do trabalho terapêutico em municípios brasileiros. Assim, devido a deficiência das redes de tratamento em regiões menores do território, torna-se inviável tratar os pacientes.
Dessa forma, a tomada de medidas à fim de melhorar o tratamento de dependentes químicos no Brasil é imprescindível para a reinclusão desses na sociedade. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com autoridades governamentais promover a maior instalação e manutenção de Caps - com destaque a municípios menores- para acolher de maneira eficiente esse grupo de enfermos.