Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Considerada como doença crônica pela OMS, a dependência de substâncias químicas não tem sido tratada com eficiência no país, enfrentando diversos desafios. As dificuldades podem se dar ora pelo crescimento da população em um âmbito sem infraestrutura, ora pela incompetência do Governo em tomar medidas nada objetivas.

O quadro nacional é preocupante, pois, de acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, 10% da população já entrou em contato com drogas ilícitas e, segundo a Unifesp, o país representa 20% do consumo mundial de crack. As pessoas mais afetadas são as com piores condições de vida, pois, não têm condição de realizar um tratamento efetivo, evidenciando a falta da democratização da saúde pública

As políticas de combate antidrogas adotadas estão se mostrando ineficazes no cenário atual. Estas se resumem a abordagens mais agressivas, como foi visto em 2019 na aprovação da Lei n°13.840, onde foi permitida a prática da internação compulsória. Medidas muito extremas e sem resultados podem acabar dificultando a adesão do paciente a outras formas de tratamento, além de muitas vezes serem palco para debates oportunistas com viés político, desviando a atenção do real problema.

Cabe ao Ministério da Saúde se organizar de acordo com as necessidades do povo e garantir o suporte necessário do mesmo. Este pode ser feito pelo aumento de leitos para tratamento de dependentes, suficiente para 0,5% da população, ou por meios alternativos, como a ibogaína, raiz africana que tem se mostrado eficiente na limpeza nos impulsos pelo uso de drogas, sendo um método novo e aproveitável.