Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 30/03/2020
Em 2001, a OMS (organização mundial da saúde) reconheceu a dependência química como uma doença ligada a transtornos psicológicos. Infelizmente, no Brasil grande parte da sociedade não vê dessa forma. E para completar essa situação, a taxa de dependentes vem subindo de forma absurda.
O crescimento de usuários pode ser exemplificado pela cidade do Rio de Janeiro, onde um dos maiores problemas é o trafico. Muitos jovens podem se ver perdidos na miséria e achar que o único caminho é o contrabando de narcóticos, se afundam nesse caminho pois é mais preferível do que ver sua família passar fome, se juntando ao trafico, e é claro cedendo as substâncias químicas.
No Brasil, segundo a Lei no. 11.343/2006, foi buscado tratar o dependente químico com mais dignidade, buscando o tratamento. E apesar disso, ainda se gasta mais dinheiro na punição dos dependentes do que no seu tratamento. Segundo a Clínica Restituindo Sonhos, muitas pessoas ainda atribuem a imagem de usuários a pessoas de péssima índole, o que não é sempre verdade, como dito anteriormente a própria OMS reconheceu a doença. O artista Lil Peep, por exemplo, sofreu muitos anos com depressão e nisso sua única válvula de escape eram as drogas, o que acabou na sua morte por overdose, aos 21 anos.
Em suma, a guerra contra as drogas nunca vai ser vencida se os dependentes continuarem serem tratados dessa forma pela sociedade, é necessário que o Governo Brasileiro invista em programas de reabilitação e ressocialização para todos que sofrem com isso.