Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 02/04/2020

Substâncias químicas estão presentes em nosso dia a dia das mais variadas formas. A grande maioria delas se apresentam por meio de drogas e bebidas que quando usadas em excesso acabam provocando dependência e inúmeros malefícios para a vida do viciado. Anexo a isso surgem ainda dificuldades relacionadas ao tratamento dos dependentes tendo em vista que muitos deles vêm de uma família carente que não possuem condições de bancar o tratamento dos adictos, outro desafio recorrente ocorre em alguns casos onde há a negação por parte do doente em relação a  sua toxicomania. Sendo assim é necessário contornar essas dificuldades no tratamento de viciados.

Precipuamente, é imperioso ressaltarmos que a maior concentração de dependentes está presente nas áreas mais carentes do país e consequentemente grande parte dos mesmo são oriundos de famílias de baixa renda. Nessa seara, é notório que as porções mais periféricas do Brasil estão mais sujeitas a atuação de traficantes que fazem com que essas substâncias, principalmente as drogas, cheguem com maior facilidade na mão de pessoas que depois devido ao constante uso virarão adictos, consoante à pesquisa realizada pela FIOCRUZ que relata que mais de 60% do consumo de entorpecentes é realizado nas favelas do país. Portanto é nítido que essa presença em áreas mais pobres dificulta o tratamento dos doentes pois muitos dos que habitam nesses locais não possuem condições financeiras para arcar com os custos do mesmo.

Outrossim, é indubitável que muitos dos dependentes têm uma tendência a negar que estão viciados em drogas e principalmente no álcool. Sob esse viés, é válido reiterar que isso ocorre na grande maioria das vezes por conta da vergonha em se assumir como um dependente, mas na generalidade isso persiste pois não há interesse por parte do toxicomaníaco em largar o seu vício, análogo a reportagem do jornal em tempo que explicita que cerca de 83% dos viciados não assumem que estão toxicômanos de alguma substância química. Logo é manifesto que maior parte dos viciados ainda negam o seu vício em substâncias químicas.

Levando-se em consideração esses aspectos, é de responsabilidade estatal a criação de centros de reabilitação por meio da utilização dos recursos arrecadados pelo estado por meio principalmente dos impostos com o intuito de auxiliar esses dependentes, só assim poderá ocorrer uma reintegração social por parte do adicto além de provocar uma melhora na qualidade de vida do mesmo e também na de sua família,tendo em vista que na maioria das vezes os viciados acabam trazendo prejuízos financeiros a sua família ao venderem seus bens para sustentarem o vício ou em casos mais graves problemas físicos e emocionais relacionados a momentos de descontrole.