Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

O dependente químico sofre interferências em todos os aspectos da sua vida quando se prende à droga. Contudo, cada um deles estabelece uma relação diferente com o consumo, logo devem ser avaliados independentemente, levando em conta cada um dos fatores que levam à tal dependência. Além disso, a assistência médica e terapêutica também deve se fazer presente, visto que uma visão profissional sobre o assunto poderá facilitar o manuseio do afastamento químico, trabalhando através de etapas de tratamento.

A primeira coisa a ser feita, de modo geral, é a desintoxicação do dependente químico. Pelo indivíduo estar intensamente ligado à droga, pode ser uma das fases mais difíceis a ser realizadas, mas que com ajuda de tratamento farmacológico e acompanhamento diário por uma equipe especializada poderá auxiliar no combate a pensamentos suicidas e depressivos. Após tal fase, deve-se partir para a segunda etapa: A ocupação do indivíduo. Trabalho, horta terapêutica, conversas prolongadas… Executar tarefas constantemente proporcionará o esquecimento da ingestão dos produtos químicos. Por fim, a terceira etapa: o retorno à vida ativa. Muita das vezes, os pacientes tiveram problemas financeiros, sociais ou neuropsicológicos antes e durante o tratamento, cabendo ao médico e a equipe multidisciplinar auxiliá-lo a se inserir em ambientes sociais novamente.

Contudo, esse auxílio médico deverá ser fiscalizado por autoridades da área, visto que o tratamento da dependência química deve ser feito com cautela, visando a abstinência do produto sem consequências. Muitos psiquiatras e assistentes sociais ainda não tem especialização em assuntos como tratamento de dependentes de forma correta, podendo levar o paciente ao caminho errado de cura. Outro problema a ser tratado é a falta de interesse do próprio dependente em procurar ajuda, se mantendo recluso à sociedade, prejudicando a si mesmo.

Portanto, cabe ao governo, principalmente ao ministro da saúde em atuação, incentivar a realização de provas de confirmação para que médicos, psiquiatras e assistentes sociais provem estarem aptos a continuar com procedimentos de tratamento químico, sendo aplicadas anualmente. Quanto às pessoas dependentes, propagandas, anúncios publicitários, campanhas e motivação pelos familiares devem ser feitas para incentivo de tais indivíduos a procurarem ajuda médica, melhorando assim a sua própria saúde.