Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 31/03/2020
O filósofo Thomas Hobbes, em um de seus livros ressaltou uma frase “O homem é lobo do homem”, ou seja homem é prejudicial para si mesmo e para todos em sua volta, o que pode ser observado no crescimento de usuários de drogas, que vem sendo influenciados por meio de amizades ou parentes, levantando assim a necessidade de tratamento dos dependentes. Entretanto, tal procedimento não é realizado de forma efetiva, dificultando assim na consulta e na inserção dos mesmos na sociedade.
Hodiernamente, os investimentos governamentais que tomam como base a política de “guerra às drogas”, a qual esta focada na punição como solução. No entanto, essas medidas acarretam na insuficiência de verbas destinadas ao tratamento, dificultando nos aspectos quantitativos e qualitativos de instituições que estão voltadas a ajudar essas pessoas. Tudo isso soma em obstáculos que os dependentes tem que passar para tentar controlar o problema.
E por falta da socialização e por questões pessoais como por exemplo, exclusão do grupo de amigos, problemas financeiros, psicológicos e sociais, que contribuem na decisão do ser humano em fazer uso de substâncias químicas, entre outros meios para aliviar a pressão. Diante disso, a sociedade ainda faz questão de isola-los e “marca-los” como um mal na humanidade. Consequentemente, não há tanto de consciência individual como no incentivo coletivo para achar um meio de que estes procurem tratamento.
Visto isso, em 1992, foi implantado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, o programa PROERD, que junto com escolas e familiares busca promover o ensino sobre os malefícios que as drogas e outros derivados podem causar em nossas vidas. Além disso, o governo deveria criar mais organizações como essa, tendo em conta que muitas escolas ainda não tem a disponibilidade do mesmo, e redirecionar mais verbas para as casas de suporte aos viciados para que estes tenham mais disponibilidades e suprir as necessidades deles.