Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 01/04/2020
Segundo Sêneca, filósofo romano, deve-se procurar a satisfação de ver a morte dos vícios antes da sua, associando-se à necessidade de tratamento para pessoas com dependências químicas, que hoje em dia sofrem pela falta de capital para o devido procedimento e pela quantidade de incompreensões por parte social. Fora a ausência de investimentos por parte do Estado em políticas públicas voltadas para esse segmento social. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais ou menos 6 milhões de pessoas são dependentes químicos no Brasil, equivalendo a cerca de 3% da população geral, e somente 0,34% do necessário para o tratamento geral é fornecido pelo governo. A dependência química é um transtorno que pode afetar o sistema nervoso central, prejudicando a vida cotidiana de quem a enfrenta em pequenas atividades, desde a necessidade de sessões em clínicas de reabilitação até a inclusão no mercado de trabalho. Consoante ao teórico alemão Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, fazendo jus à questão da insciência social para com dependentes químicos, vinda até mesmo por parte da família, que são quem mais deveria demonstrar suporte. A ausência de empatia destas partes pode gerar ainda mais estigmas e dificuldades para os adictos, que tendem a não procurar ajuda e/ou desistir do progresso. Portanto, é evidente que o Estado precisa realizar mais investimentos na infraestrutura pública para o tratamento de adictos, conscientizar a sociedade e estimular a inclusão e empatia com as pessoas em processo de recuperação.