Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 03/04/2020
Em 2001, o Relatório Mundial da Saúde da OMS apontou a dependência química como uma doença relacionada com transtornos psiquiátricos. E mesmo com as diversas informações espalhadas na mídia, o preconceito por falta de informação da sociedade é proeminente; boa parte da sociedade possui uma visão completamente distorcida do dependente químico, atribuindo-lhe um caráter de má índole.
A problemática é que a doença leva o paciente a ter um desvio de comportamento, que o faz realizar ações que em seu estado normal não realizaria, e isso afasta boa parte do círculo social do indivíduo, diminuindo ainda mais suas chances de conseguir ajuda profissional, e esse seria o primeiro desafio: o reconhecimento do próprio indivíduo de que está doente e assim procurar ajuda. No Brasil, esse desafia é ainda mais agravante, visto que o sistema de educação é falho e o consumo de informação é um privilégio de poucos, e dificilmente um dependente químico irá admitir que se tornou um dependente químico.
Os investimentos do governo brasileiro que se refere ao uso abusivo de substância químicas está focado no uso da punição como método de solução, e essa “solução” está ligada ao fato de que as verbas destinadas à esfera de tratamento são mínimas, e isso tudo leva a um desafio maior do dependente químico de conseguir se reintegrar na sociedade, sofrendo até com o preconceito por conta da falta de informação da mesma, isolando os dependentes químicos em uma “bolha” própria, sem ajuda de profissionais ou familiares.
O governo brasileiro tem como obrigação buscar a melhoria do sistema de tratamento e destinar mais verbas para tal por meio de programas assistenciais, todavia, os países emergentes não podem se dar ao luxo de gastar os seus recursos na implementação de uma política de proibição eficiente dado que nem mesmo os países desenvolvidos, mas mesmo assim, tem se mostrado capaz de fazê-los. É também necessário a conscientização da população, e tal ato pode ser feito através de instituições sociais, como ONGs e escolas, aquela que possuem grande alcance na população em geral esta que conscientiza a população em formação e assim a sociedade poderá se tornar apta para ajudar os dependentes químicos à procurarem tratamento.