Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 13/04/2020
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros são usuários de drogas ilícitas , compostos químicos que levam à dependência e subordinação dos usuários.A fim de auxiliá-los a combater o vício, medidas de tratamento são adotadas,como a desintoxicação.Infelizmente,a problemática questionada é a insuficiência de recursos governamentais e na procura dos utentes por clínicas responsáveis.
Pode-se citar a desintoxicação, psicoterapia, terapia ocupacional e assistência social como partes do tratamento contra as drogas ilícitas.Segundo o consultor da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, José Bertolote, “o sucesso de qualquer tratamento para dependência química passa pela vontade do usuário de se manter afastado da droga”. Ele destaca que “a desintoxicação tem seu papel, no sentido de reduzir os danos a que está sujeito o usuário, mas é uma contribuição modesta. Um sólido sistema de apoio médico, psiquiátrico, social, familiar e psicológico é essencial”.
O relatório anual do Conselho Internacional para o Controle de Narcóticos, apenas uma em cada seis pessoas recebe o tratamento químico necessário, fato que contradiz a Cartilha dos Direitos Humanos, na qual dita que todos os indivíduos têm o direito à saúde.Se não bastasse isso, uma pesquisa da revista G1 apresenta que 65% dos usuários químicos sobrevivem por bicos,trabalhos temporários ,geralmente informais, assim torna-se difícil a procura por tratamentos privados, medicação necessária e outros. Também é importante frisar que boa parte dos dependentes não possuem conhecimento do vício, não tiveram uma educação formal , sendo 14% adolescentes.
Com os argumentos apresentados,conclui-se que com mais investimentos governamentais em clínicas de reabilitação,a participação da mídia na problemática,o apoio familiar e a assistência de profissionais da saúde ,recapacitará o indivíduo em sua vida saudável.