Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Um abrigo mal estruturado.

No Brasil, muito mais que em outros países com certo nível de desenvolvimento, vemos um panorama muito negativo relativo ao uso de drogas ilícitas, que são utilizadas pelos mais diversos motivos. Entretanto, algumas medidas devem ser tomadas sobre isso, visto que não é um bom indicador de qualidade de vida e fiscalização em um país emergente como o Brasil.

Em 2019, uma pesquisa feita por Oswaldo Cruz estima que cerca de 3,563 milhões de brasileiros consomem drogas ilícitas frequentemente, e cerca de 9,9% da população já teve contato ou alguma vez já usou uma dessas drogas, sendo a mais usada a maconha. Esses dados são alarmantes, visto que com relação ao resto do mundo, dados apontam que o Brasil é o segundo país com mais usuários de drogas, perdendo apenas aos Estados Unidos.

Quando tentamos pensar em motivos para esses dados serem tão grandes, precisamos pensar em duas coisas, condição social e pressão social. Quando falamos de condição social, o tema se relaciona à comercialização de tais produtos em zonas periféricas, sendo uma boa fonte de renda para os que não tem condições de trabalho; já em relação à pressão social, nós podemos abranger uma maior parte da população, visto que nos dias atuais as pessoas são muito cobradas para realizar seus deveres, e as drogas podem ser tratadas como um elemento de fuga aos problemas vividos.

Para evitarmos que esse panorama se expanda, precisamos de mais instituições de ajuda psicológica para estas pessoas, com preços acessíveis à maior parte da população. É necessário também pensarmos em maneiras de incluir as pessoas das periferias no mercado de trabalho, para assim terem condições financeiras favoráveis, e dessa forma, conter o comércio ilegal desses produtos.