Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 03/04/2020
A saúde pública importa.
Para muitos a vida do dependente químico não importa, pelo simples fato de acharem que eles não tem mais opção de vida e nem de melhora. De acordo com o Relatório Mundial de Drogas em 2019, mais de 35 milhões de pessoas sofrem com o vício, fora que em um grupo de sete pessoas 1 recebe tratamento. O governo brasileiro disponibiliza tratamentos de graça para essas pessoas, porém o desafio é elas quererem se tratar.
Muitas famílias sofrem com um filho que é dependente químico, e na maioria das vezes a família procura ajuda mas o desafio maior é o dependente querer ser tratado. Não existem leis que obriguem a internação, apenas se ele apresentar riscos a si mesmo, essas famílias não podem internar os próprios filhos pois não há leis que as acolham. Quantas mães vão precisar ver o próprio filho morrer intoxicado para o Ministério da Saúde começar a agir em cima disso? Essa é uma pergunta da qual não se sabe a resposta mas espera-se a mudança.
Outro desafio é que a maioria das clínicas de reabilitação são pagas e muitas das famílias não podem pagar pelo tratamento necessário e acabam perdendo o filho pro mundo das drogas e afins. Muitas mães acordam cedo para ir aos hospitais para tentar uma ajuda do governo com o tratamento e quase sempre são colocadas em listas enormes de espera e nunca são atendidas.
Para a solução desse problema seria a criação de leis que acolham essas famílias de todos as formas, a demonstração de apoio por parte do governo, disponibilização de atendimento de graça para eles se tratarem e conseguirem se ressocializar na cidade e a criação de campanhas de conscientização sobre o uso de entorpecentes.