Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 03/04/2020
Hodiernamente um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade diz respeito à dependência química por substâncias lícitas ou ilícitas. Diante desta questão cabe a reflexão acerca do tratamento de pessoas dependentes, que graças à relutância dos pacientes e à falta de investimentos por parte do Estado, enfrenta inúmeros desafios.
A priori, a mentalidade social moderna da aceitação da utilização de substâncias entorpecentes gera a dificuldade de percepção da dependência. Elencado, o primeiro problema é o da aceitação da necessidade de um tratamento, que preferencialmente deve ser voluntário. uma vez aceito a intervenção, outra dificuldade a ser verificada é que o adicto sempre terá na substância, assim como o alcoólatra no álcool, uma possibilidade de retorno, devendo ser mantida a atenção de forma vitalícia.
A posteriori, a incapacidade do sistema de saúde pública em atender a todos os potenciais pacientes é outro empecilho para o tratamento dos dependentes, como disse o psicoterapeuta Thiago Cezar, “a dependência química cresceu muito mais que a rede de tratamento”, deixando clara a falta de investimentos por parte do Estado brasileiro. Situação comprovada pelo Senado Federal, que em audiência pública revelou que o Brasil oferece apenas 0,34% dos leitos necessários para atender à população.
Dessarte, a análise do cenário conclui que diante da realidade, a conscientização popular é o primeira medida a ser tomada, seguida pela intervenção governamental, por meio da criação de campanhas e de fundos para instituições de tratamento e combate ao uso das substâncias para que assim a qualidade de vida dos brasileiros seja mantida, até porque, como disse Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”.