Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 03/04/2020
É bem conhecido por todos o obstáculo que se apresenta ainda a nível mundial quando se cita o tratar da dependência química. O Brasil, por sua vez, é um especial afetado, visto que dispõe de uma oferta de reabilitação ainda tímida se comparada ao quantitavo de necessitados e mostra uma união de fatores que resulta em um tratamento, de certa forma, precário e em dissonância com o ideal sugerido por órgãos como a Organização Mundial da Saúde e a Unifesp.
A dificuldade no reabilitação dos dependentes químicos no Brasil provém, em grande parte, da quantidade dessa população na nação, consequência resultante de fatos como a participação em uma das maiores redes de narcotráfico internacional e uma população ferida pelas desigualdades sociais, que cada vez mais incentivam a inserção da população mais jovem no fornecimento de drogas ilícitas em certas áreas. Esses fatos são geradores de terríveis máculas na sociedade, exemplificados por mais de 12% da população já ter sido usuária de cocaína ao menos uma vez na vida e esta enquadrar (unida à canabbis e ao crack) entre as 3 mais utilizadas em território brasileiro.
Também se faz dever lembrar as questões sistemáticas e sociais como influenciadoras em tal male, uma vez que as medidas para o tratamento dos usuários só foi atualizada em 2001, o sistema público de saúde apenas abarca com leitos 0,34% dos necessitados e ainda há tanto um déficit na adaptação dos profissionais de saúde às novas normas, quanto um despreparo da família do acometido de um modo geral. Tais empecilhos apenas degringolam as saúdes física e mental de um dependente químico, uma vez que deixa de ser acobertado pelo poder público e não tem o proceder ideal no meio social.
Sustentando-se nas evidências se torna clara a necessidade de uma urgente remodelação no agir da sociedade. Tornam-se assim necessárias, visando o maior bem-estar geral, medidas como: uma já idealizada maior preocupação para com os dependentes químicos por parte do sistema público, um remanejamento nas ideias da sociedade sobre o entendimento ao usuário e dos profissionais da saúde sobre o modo de tratar. Apenas assim será trilhado um caminho mais justo e funcional no que se refere ao tratamento de dependentes químicos no Brasil.