Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 01/04/2020

Em 1964, a Organização Mundial de Saúde caracterizou o uso abusivo de drogas como dependência e não como vício. A própria população não reconhece a dependência como uma doença séria, caracterizando o uso como algo feito por pessoas de má índole, disseminando falsas informações. Por conseguinte, o país tem grande números de dependentes químicos, que sofrem com efeitos na saúde e no meio social, além de dificuldade no mercado de trabalho.

O risco de virar dependente químico tem uma somatória de fatores, sendo eles biológicos, psicológicos e sociais. O último é mais abrangente, pois lida desde com ambiente tóxico em casa até a proximidade de pontos de tráfico de drogas. No Brasil, a visão moralista sobre o vício leva a uma dificuldade do dependente a pedir ajuda. Segundo Bernardo Kucinski, escritor e jornalista, em vez de se tratar a dependência como um estado, ou um tipo específico de doença, trata-se como um desvio moral. Em vez de ajuda, punição. Com isso, o país tem como estatísticas o crescimento do número de usuário de drogas e os problemas que vêm como consequência do uso abusivo.

Primeiramente, o uso de drogas pode provocar um estado de felicidade, por isso procurado muitas vezes por pessoas com traumas e instabilidade emocional. Todavia, o uso contínuo trás danos a saúde como tipos de câncer,depressão, lesão de alguns órgãos e pelo resultado de comportamentos irracionais, a possível contração de AIDS e Hepatite. Como consequência, pode-se mencionar também o isolamento da família e de amigos e a perda do emprego. Recente relatório do Ministério da Previdência Social revelou que a cada três horas, uma pessoa é afastada do trabalho para tratar a dependência química no país. Logo, a importância do assunto é imensurável dado a situação atual do Brasil em relação ao mundo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Economia,em conjunto com o Ministério da Saúde, deve desenvolver programas de reinserção no mercado de trabalho a usuários ou dependentes, com o fim de dar uma perspectiva de vida além das drogas, assim levando mais pessoas a pedirem ajuda. Tais programas devem ajudar os usuários a encontrarem seu rumo por testes vocacionais e educação se preciso, trazendo profissionais como psicólogos e professores ao projeto. Espera-se, assim, a diminuição do número de dependentes químicos e menos preconceito com os mesmos.