Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

O desafio do combate às drogas

Diversos governos de diversos países estão enfrentando um novo desafio: como se precaver contra drogas ilícitas com efeitos cada vez mais potentes? Essas mudanças tornam o debate em torno da política sobre drogas mais complexo. Não se trata apenas de defender uma postura “conservadora” ou “liberal”. É necessário observar e avaliar os impactos sociais, de segurança e de saúde. Um exemplo da evolução das drogas é a maconha hidropônica, cultivada em ambientes fechados, e que possui um poder alucinógeno que pode ser quatro vezes maior do que o da maconha tradicional.

O aumento das restrições ao uso de tabaco e de álcool não é uma tendência exclusiva do Brasil, mas internacional. Geralmente as unidades de saúde costumam ignorar o fato de que, enquanto o tabaco e o álcool atingem entre 25% e 50% da população mundial, as drogas ilegais são consumidas por menos de 5% das pessoas um problema comparativamente muito menor do que o das drogas legais. Ou seja, quer dizer que, sob a perspectiva de saúde, o controle associado a programas de prevenção está funcionando na prática.

Em uma edição de 2009 do Relatório Mundial sobre Drogas, mostra que, mundialmente, nos últimos anos, a produção e o consumo de drogas vêm se mantendo praticamente estáveis ainda que, nos países em desenvolvimento, como o no Brasil, observem-se pequenos aumentos no uso de drogas.

Conclui-se que, apesar do poder de alucinógeno das drogas terem aumentado nos últimos anos, não ouve um grande aumento no número de usuários. Globalmente a melhor forma de solucionar este problema é, através do aprendizado, educação sobre as consequências do uso de drogas e seus perigos. Ademais, é necessário criar um número maior de instituições que cuidam pessoas viciadas em drogas e investir no tratamento dessas pessoas.