Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

No filme “Christiane F.” relata a história de uma menina que começa a se envolver com drogas aos 12 anos de idade. Primordialmente, se deu por conta da sua família ser totalmente desestruturada, com o pai abusivo, alcoólatra e que muitas vezes agredia Christiane e sua mãe. Sobretudo, quando se trata de renunciar a esse vício, o que vem em mente são as clínicas de reabilitação, mas muitas não oferecem um tratamento eficaz.

Acima de tudo, a estrutura familiar é a base e também o que mais leva indivíduos a procurarem esse tipo de prazer momentâneo. De acordo com o “g1.globo.com”, uma pesquisa feita entre junho de 2012 e junho de 2013, apontou que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar dependente químico. Além disso, esse percentual é maior em classes mais pobres, bem como a consequência de muitos não ser escolarizados. No nosso país casos como esse do filme citado,infelizmente, são bastante comuns, ocorrem principalmente em grandes cidades que a pobreza é maior e por conseguinte a violência e o tráfico de drogas.

Posteriormente, as clínicas consideradas as melhores, na maioria são privadas. Ademais, o SUS oferece um tratamento gratuito, porém o Brasil vem enfrentando, há anos, uma crise na saúde pública e isso acaba dificultando o atendimento,como também a internação, que não é priorizada pelo Sistema Único de Saúde. Por outro lado, existem clínicas criadas por instituições religiosas. Como por exemplo o Centro de Recuperação Recanto de Paz, que é localizado em uma BR próxima a Rio Verde,GO. Esse centro é gratuito e mantido pela Igreja Assembleia de Deus de Rio Verde, o sustento é feito por  meio de doações tanto dos familiares dos internados quanto do próprio Governo. Entretanto, a internação deve ser feita voluntariamente pelo indivíduo, o que muitas vezes atrapalha a terapia.

Conclui-se, então, que os meios utilizados pelo Governo Brasileiro para combater tais problemas dentro da convivência familiar e as desigualdades sociais, não estão fazendo efeito. Assim sendo, campanhas contra a violência doméstica e contra as drogas e um maior investimento em centros públicos,como o CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), traria uma grande melhora. Dessa maneira, escolas e outras instituições educacionais-pelo fato de terem uma maior influência-devem ser as primeiras a conscientizar seus alunos, mostrando a realidade de como é o mundo lá fora, logo, priorizar as muitas pessoas que precisam de um tratamento de qualidade, um atendimento com profissionais qualificados e os medicamentos certos. Enfim, com o objetivo de melhorar a vida dessas pessoas, dando a elas um espaço maior no meio social, medidas como essas levam tempo, mas podem ser tomadas com a devida precaução.