Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Além do vício

O filósofo Epicuro, defendia a busca do prazer num contexto de doutrinas filosóficas voltadas à procura de felicidade, compreendia como realização racional. Porém, não pregava a entrega sem limites ao prazer, mas a ponderação das consequências antes de agir. Segundo ele, o prazer consistia na ausência de dores físicas e emocionais. Todavia, relaciona-se as dependências químicas diversas, as dificuldades de seu tratamento e ao preconceito com aqueles que sofrem de tal problemática, firmada pela insuficiência governamental e dificuldades financeiras.

Primordialmente, evidencia-se o desinteresse do governo pela saúde pública, tal qual pode ser observada em sua posição decisiva sobre os dependentes químicos, referindo-se a eles como delinquentes e deixando de os ver como pessoas que estão doentes e precisam de ajuda. Assim sendo, os dependentes passam por obstáculos em busca de sua reinserção na sociedade.

Destaca-se também, as dificuldades financeiras levando em consideração que os tratamentos para tais dependências não são baratos, requerem a internação em clínicas e profissionais a seu dispor. Diante disso, muitos pacientes deixam o tratamento ou nem mesmo chegam a começá-lo, embora muitas pessoas digam que o dinheiro usado com a saúde não é um gasto e sim investimento.

Em síntese, para que este problema seja solucionado, é necessária a conscientização da população de que seu prazer individual não é alcançado por vícios ou bens materiais, e sim, bastando a si mesmos. Por sua vez, o governo, por meio de ações públicas pode conscientizar os cidadãos a procurarem a devida ajuda e tratamento. Bem como, as escolas devem incentivar os alunos a participar de programas de proteção contra as drogas, como o PROERD.