Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 03/04/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, os combatentes de Hitler foram submetidos ao uso de metanfetamina com o objetivo da criação de supersoldados. Drogas fortes nas quais deixavam os soldados sem sono, sem fome e sem sede, além da resistência a dor e o aumento da autoconfiança. Este cenário ocorreu a anos atrás mas prevalece até os dias atuais. Nesse sentido, há um grande número de dependentes químicos no Brasil, nos quais vem enfrentando dificuldades na busca de tratamentos. Tal problemática ocorre em virtude da falta de vagas e da falta de ajuda por parte do governo.
Primordialmente, a internação de dependentes químicos pelo SUS é possível, mas esse tipo de atendimento ainda é uma realidade escassa, que dificulta a vida de quem depende do serviço. Dessa forma, muitos hospitais fiscalizados pelo Tribunal apresentam a falta de médicos e enfermeiras, e por esse motivo todos os leitos são fechados. Já em outros o grande problema é a superlotação dos hospitais públicos, ocasionando a falta de postos. Essa é uma dificuldade que muitos dependentes enfrentam, a ausência de vagas.
Na sequência, a vereadora Fátima Dolores, mãe de um menino de 16 anos dependente químico procura ajuda em diferentes órgãos públicos diante das crises do filho. Contudo em seu relato ela diz que há cincos anos os moradores esperam por a inauguração de um centro de referências para dependentes, anunciado em 2012 mas que nunca ocorreu. Além disso 63% dos prefeitos paulistas afirmam que não ajudam financeiramente instituições ou entidades comunitárias que atendem pacientes químicos. Nesse sentido, a falta de ajuda por parte do governo é evidente.
Contudo, para a solução desse problema é preciso que os governos se conscientizem e ajudem tais órgãos, financiando entidades, promovendo a disponibilidade de mais leitos, criando comunidades terapêuticas. Ademais, também é necessário a formação de leis como a priorização dos dependentes.