Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 04/04/2020

Na série da Netflix “Como Vender Drogas Online (Rápido)”, o personagem principal Moritz, que vive na Alemanha começa a vender entorpecentes na internet com o intuito de reconquistar sua namorada, que ao viajar para os Estados Unidos teve fácil acesso ao mundo das drogas. Dessa forma, essa acessibilidade pode ser um desafio para o tratamento dos viciados do Brasil e do mundo no futuro, pois quando a pessoa se livra do vício e continua inserida naquele meio, pode acabar voltando para aquela situação que esteve antes. Nesse sentido, podemos inferir que tal problemática ocorre em virtude da difícil integração à programas ou instituições de reabilitação e ao fácil acesso às drogas na atualidade.       Em um primeiro momento, é necessário salientar que o Brasil proporciona um difícil acesso a programas de reabilitação. De acordo com o site do Senado o Brasil possui apenas 0,34% dos leitos necessários para tratamento de dependentes químicos. Assim, comparados ao número de usuários é possível perceber que há uma grande discrepância entre um e outro. Assim sendo, não é possível atender a quantidade de demanda, fazendo com que esses indivíduos continuem se prejudicando e se afundando cada vez mais no mundo do tráfico à procura de dinheiro e drogas, arrastando mais pessoas a esse meio.

Da mesma forma, outro problema enfrentado pelos brasileiros é o fácil acesso as drogas. Por certo, no filme brasileiro “Tropa de Elite”, é mostrado adolescentes adquirindo entorpecentes de forma descomplicada e traficando com a ajuda de facções criminosas, as quais muitas vezes encontram-se mais bem armadas do que a própria polícia brasileira. Fazendo com que desse modo a prevenção e o combate ao grande número de viciados seja cada dia mais dificultada.

Diante dos fatos apresentados, o governo brasileiro deve investir mais na construção de clinicas de reabilitação, a fim de promover a recuperação de dependentes químicos por meio de consultas em psicólogos, psiquiatras e palestras. E também é preciso que haja uma maior fiscalização da entrada e venda dessas drogas pelo pais a fora para a princípio combater o tráfico e consequentemente combater a quantidade de usuários.