Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 06/05/2020
A dependência química está em níveis alarmantes nos últimos anos, principalmente pela glamourização das drogas no meio artístico. Diante disso, no Brasil, um dos nomes da música vinculado a dependência química é o cantor Cazuza, o qual justifica essa prática ilícita como um refúgio dos criativos. Dessa forma, desafios como o exclusão social e a negligência das políticas públicas com a disponibilização de tratamentos adequados aos dependentes químicos são registrados no país.
Nesse sentido, a vulnerabilidade de alguns grupos excluídos na sociedade brasileira, seja no mercado de trabalho, na instituição familiar ou entre amigos, reflete no escapismo que as drogas lícitas e ilícitas podem proporcionar. Além disso, no documentário “Quebrando o Tabu”, é demonstrado os danos causados pela dependência química, entre eles a violência, a qual é desencadeada pela desigualdade social e necessidade de sobrevivência.
Outrossim, o adoecimento físico e psicológico devem ser devidamente tratados, sem negligências, visto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica oficialmente a dependência química como uma doença. Assim, é necessário que seja investido verbas no Brasil para esse tratamento e que seja aceito pelo Estado que políticas públicas repressivas anti-drogas não funcionam.
Portanto, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) com o apoio da OMS, que acolhe e trata os usuários e suas famílias, deve disponibilizar clínicas mais acessíveis no interior do Brasil, por meio da construção de novos polos nas metrópoles mais populosas, a fim de que os pacientes não encontrem dificuldades de acesso, como desculpas para não iniciar o tratamento. Como efeito social, mais famílias garantirão sua integridade roubada pelas drogas e o corpo social não precisará buscar um refúgio longe da realidade, recebendo o tratamento adequado com melhor mobilidade.