Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Na série de televisão “Narcos”, é encenado a vida de um dos maiores traficantes da história, Pablo Escobar. Esta, mostra o consumo excessivo de drogas, na maioria, por jovens e ,também, o grande faturamento conquistado nas vendas. Nesse sentido, é indubitável que o tráfico de substâncias ilícitas facilita o acesso e induz o consumo. Logo, corrobora os desafios para o tratamento de dependentes químicos.
Em uma primeira análise, é importante observar o amplo consumo de substâncias tóxicas em festas. Tal fato, acontece por meio da facilidade para encontra-las. Um exemplo disso é o carnaval, onde a comercialização é feita, sem controle, por vendedores ambulantes. Dessa maneira, festas tem se tornado armas contra a reabilitação e o tratamento de usuários.
Ademais, as dificuldades financeiras, enfrentada por famílias, estimula à busca por novas fontes de renda com grande rentabilidade. Assim sendo, o tráfico entra como solução. Todavia, o contrabandista, por vezes, passa a usufruir de seus produtos elevando, ainda mais, o número de dependentes. No Brasil, esse número já passa de 28 milhões de pessoas segundo o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos. Em suma, essa grande quantidade de indivíduos acarreta, não só, em enormes gastos pelo poder público mas, também, na falta de vagas, em comunidades terapêuticas, para novos consumidores.
Diante do exposto, o Ministério da Justiça deve diminuir a facilidade do acesso às drogas, por meio de maiores fiscalizações contra o tráfico. Desse modo, em locais planejados, como rota de contrabando, precisa-se incluir aparelhos de fiscalização por raio-x, para simplificar o processo de abordagem. Afim de que haja uma maior apreensão de drogas e, portanto, a diminuição da circulação. Por conseguinte, não haverá grande consumo de substâncias químicas como em Narcos e assim, mais fácil o tratamento de usuários.