Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 29/07/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 25, assegura o direito à qualidade de vida. Todavia, ao analisar a situação de diversos usuários de droga que não são tratados, como na cracolândia, vemos que esse direito não está sendo garantido no território nacional. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar os desafios para o tratamento de dependentes químicos, devido não só à falta de infraestrutura, como também à não aceitação dos familiares do usuário.

Em primeiro plano, vale salientar a falta de estrutura de diversas áreas brasileiras, incluindo a saúde. Isso se torna claro ao observar a pandemia do coronavírus, que levou os estados a construírem hospitais de campanha e remanejar médicos e enfermeiros, contudo mesmo assim houve colapso na ocupação de leitos. Logo, é lógico afirmar que se falta profissionais e estrutura para hospitais, faltará também para clínicas de reabilitação.

Ademais, é imperioso ressaltar que a negação da família frente à dependência química do indivíduo dificulta, ou mesmo impede, o tratamento. A exemplo disso, tem-se a série " The good doctor", a qual a filha do diretor do hospital morreu de overdose porque o pai se negou a interná-la em uma clínica de reabilitação. Apesar de ser uma história fictícia ela retrata bem a realidade de muitos pais que não aceitam a situação dos filhos.

Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover palestras em escolas, destinada aos pais, as quais serão apresentadas pelos professores previamente capacitados pelo ministério, mostrando à esses responsáveis os benefícios do tratamento químico nos filhos viciados, com a finalidade de tirar mais jovens do mundo da droga. O Ministério da Saúde e o da Infraestrutura deve iniciar, também, um projeto de construção de clínicas de reabilitação e contratação de profissionais necessários, onde há mais carência destes, por meio de verbas de ambos os ministérios, a fim de atenuar a falta de estrutura e de pessoal.