Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 18/08/2020
Em uma forma de “fugir” de sua realidade, a personagem Anne da série canadense - Anne with An “E” - traduzida como “Anne com “E”’, é uma menina órfã que usa os livros como uma forma para ativar sua imaginação, e se projetar mentalmente em uma realidade melhor e totalmente diferente da sua atual. Entretanto, fora da ficção nem sempre é assim, a partir de dados do Instituto Oswaldo Cruz, afirma que aproximadamente 3,4 milhões de brasileiros são dependentes químicos, e muitos deles usam esses tipos de alucinógenos para escapar de seus traumas passados. Sendo assim, é visível que a problemática questão de drogas no Brasil está atribulada ao tráfico dessas substâncias e a falta de ações do Estado para combater esse desafio.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a maior parte das drogas são traficadas em áreas periféricas, fazendo com que a população mais pobre tenha um acesso de forma mais rápida a esse conteúdo, sendo assim, dificultando no processo de reabilitação, já que é um tratamento de alto custo monetário, poucas pessoas conseguem o acesso. Dessa forma, continua um ciclo, em que pessoas com de baixa renda não consigam se reabilitar, e voltar a conviver em sociedade de forma limpa.
Em segundo plano, vale mencionar, diversas notícias reportadas pelo Jornal G1, em que foi encontrado quantidades acima de 500 kg, em fazendas e aviões de servidores de cargos políticos. Sob essa visão, é perceptível que pessoas que deveriam lutar contra o tráfico ilegal de substâncias ilícitas, estão apenas fortalecendo essa problemática.
Em virtude dos fatos, conclui-se que para solucionar à problemática dos dependentes químicos, é necessário que o Ministério da Saúde, crie programas com casas de reabilitação gratuito, em lugares que essas pessoas possam estudar, fazer terapias em grupo, consultas individuais com psicólogos, e cursos profissionalizantes, para que quando saírem deste lugar, possam ser inseridos novamente na sociedade com uma vida digna. Entretanto, o ministério da Educação deve investir e levar o projeto PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) para lugares com maiores índices de sustâncias ilegais, e assim evitar que mais jovens continue fortalecendo essa indústria do tráfico de drogas.