Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 02/10/2020
No videoclipe de sucesso “We Foun Love”, estreado em 2011, da cantora norte-americana Rihanna, é retratado o cenário de dois jovens que buscam sensações momentâneas através do uso de drogas, sendo dominados pelo vício. Entretanto, distanciando-se do mundo pop internacional, a questão dos desafios para o tratamento de dependentes químicos é preocupante também na sociedade brasileira, sendo gerado não só pela falta de informações sobre as conseqüências do uso de drogas, mas também pela omissão estatal. Nessa lógica, para que o problema de adictos em substâncias químicas seja combatido, são necessárias medidas governamentais e informacionais.
Em primeiro lugar, deve-se salientar que a falta de conhecimento sobre as conseqüências futuras do uso de drogas possibilita uma sociedade fragilizada com o próprio corpo. Segundo o filósofo inglês John Stuart Mill – grande economista britânico- afirmou que sobre seu próprio corpo e mente, o homem é soberano. Analogamente, o pensamento do escritor é viável na contemporaneidade, porém, o indivíduo esquece que suas ações como o uso de entorpecentes pode gerar conseqüências para o seu próprio organismo, na qual o uso exagerado gera uma habituação e problemas na alteração no funcionamento do coração, do fígado, pulmões e até mesmo do cérebro. Em síntese, o pouco cuidado com o próprio corpo gera uma sociedade negligente com a própria saúde.
De outra parte, cabe frisar que a omissão estatal gera dificuldades no combate à falta do tratamento dos dependentes químicos. De acordo com a Carta Magna de 1988, assegura em seu artigo 6* o direito à assistência ao desamparado. Similarmente, no Brasil, essa ação vem sendo imprópria na prática, visto que as poucas ações do Poder Público em cumprir com o seu papel de órgão governamental em fornecer atendimento e cuidado aos usuários químicos – parte da sociedade que é abandonada e julgada- para evitar riscos futuros é inexistentes. Dessa forma, enquanto o papel da Constituição não for executado, o país terá um abaixo crescimento civil e social.
Torna-se compreensível, portanto, a utilidade de se combater a dependência química existente no país. Logo, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela busca do bem-estar social, deverá, primeiramente, utilizar os meios comunicativos com o intuito de informar a sociedade sobre o risco do uso de drogas e seus danos à própria saúde e com isso poderá também utilizar as unidades básicas de saúde como centros ao adentimento ao dependente químico, por meio do apoio do Estado, com a ação de formar um cadastro do cidadão, acionar a família e encaminhar o usuário a um centro de recuperação para receber o cuidado necessário. Dessa maneira, os dependentes químicos terão mais visibilidade e a realidade do videoclipe da cantora Rihanna será oposto na sociedade brasileira.