Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 22/10/2020
Observa-se que, no Brasil, têm ocorrido muitas discussões acerca dos desafios para o tratamento de dependentes químicos. Isso é evidenciado devido ao descaso com os usuários e à pressão estética. Logo, é imprescindível solucionar essa situação para a plena harmonia social.
É mister salientar a princípio o menosprezo com os viciados em substâncias químicas como um dos principais desafios para essa temática. Nessa perspectiva, o artista brasileiro Fábio Assunção foi motivo de piada para grande parcela da nação brasileira e, até mesmo, foi inspiração para música de carnaval por conta da dependência química que o ator possuía. Sob esse viés, essa atitude calamitosa feita pelos compatriotas não foi sentida apenas pelo ator supracitado, mas também por muitas pessoas que sofrem com esse desprezo o qual pode ser evidenciado pela falta de auxílio psicológico familiar, pelo baixo incentivo monetário governamental para internações dos dependentes e pelas zombarias da maioria do povo brasileiro sobre centros de recuperações. Por conseguinte, as vítimas dessas ações cruéis da sociedade ficam com a dignidade da pessoa humana totalmente prejudicada o que dificulta o tratamento desses brasileiros.
Outrossim, convém frisar as pressões estéticas como um dos obstáculos para essa problemática. Nesse sentido, segundo a filósofa Hanna Arendt, o conceito de Banalidade do Mal faz referência à ausência de reflexão dos indivíduos sobre as consequências de suas ações. Sob essa ótica, as instituições da moda ditam que o padrão de beleza atual é um corpo magro e sem nenhuma imperfeição – celulite e estrias-. Desse modo, as pessoas, na maioria das vezes o público feminino, começam a utilizar remédios para emagrecerem objetivando alcançar o tal físico perfeito que é vendido pelas marcas da moda – Gucci e Victoria’s Secret-. Com isso, usualmente, esses dependentes químicos não conseguem atingir esse objetivo apenas ingerindo tais medicamentos e, consequentemente, optam por, além de tomarem tais substâncias em excesso, pararem de se alimentar o que pode implicar transtornos alimentares - anorexia e bulimia-.
Destarte, urge que o Governo em parceria com a mídia – maior formadora e influenciadora de pensamento da atualidade - faça campanhas informativas para aprimorar o senso crítico da nação por meio das ficções engajadas – documentários, séries e filmes- que mostram os desafios no tratamento dos dependentes químicos. Ademais, a plataforma de “streaming” Netflix deve fazer, também, obras ficcionais mostrando a desconstrução da padronização do corpo ideal e, assim, valorizando os diferentes tipos corporais. Dessa forma, o intuito de diminuir o descaso com os usuários e a pressão estética será atingido.