Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 01/12/2020

De acordo com a Constituição Cidadã, no Artigo 3, é dever do Governo garantir o bem estar dos habitantes da nação. Todavia, a norma não é posta em prática, já que impasses na terapia para usuários de drogas são presentes. Tal panorama pode ser observado, pela falta de investimentos na criação de clínicas reabilitadoras e, consequentemente, a reação da população quanto à viciados. Por isso, torna-se essencial o debate acerca dos desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil.

A princípio, vale ressaltar a insuficiência de capital na formulação das comunidades terapêuticas. Consoante Aristóteles, em sua obra “Ética a Nicômaco”, a política serve para assegurar felicidade aos cidadãos. Nesse sentido, o Estado deveria suprir as necessidades do dependente químico em relação à saúde. Porém, ocorre a carência de dinheiro para a construção de clínicas gratuitas que auxiliariam na reinserção do sujeito a sociedade, visto que com profissionais e equipamentos adequados, seria possível, o tratamento da obsessão por entorpecentes. Assim, sem meios para a recuperação, o brasileiro retorna à usar substâncias tóxicas.

Além disso, sucede-se o comportamento discriminatório do povo sobre os  doentes. Conforme Paulo Autran, ator nacional, “Todo preconceito é fruto da burrice e ignorância”. Nesse contexto, por serem utilizadores de estimulantes e residirem, geralmente, em barracos nas ruas do país, essa massa é intitulada de “delinquente”. Apesar de que, na realidade, esses indivíduos fazem parte da parcela mais afetada pela desigualdade social e que não é acolhida, por exemplo, com moradia e medicamentos pelo Governo. Logo, tornam-se vítimas da exclusão.

Portanto, medidas são necessárias na contenção dessa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Economia, a formação de campanhas, nos Estados brasileiros, para redução de dependentes químicos. Tal ação deve ser realizada por meio da criação de centros públicos com pessoal especializado, que atuem perto das concentrações dos usuários de drogas, a fim de que sejam introduzidos no corpo social sem intolerância. Dessa forma, a Constituição Cidadã será vivenciada.