Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 04/12/2020

Segundo a Organização mundial da saúde, “o dependente químico é considerado um doente, a dependência química é uma psicopatologia”. Dessa maneira, no Brasil é perceptível a forte implicação para o tratamento de dependentes  de drogas, álcool, alucinógenos . Isso , ocorre devido ao fracasso de campanhas higienistas com caráter coercitivo, e a relação entre desigualdade social e uso de entorpecentes.

É relevante abordar, primeiramente, na lei 13.840/2019, leva o usuário a internação , mesmo sem a sua vontade, feito isso apenas por uma denuncia. Em 1904, o médico Oswaldo Cruz, devido a epidemias de varíola e febre amarela, ambas consequências do lixo acumulado na cidade, promoveu uma vacinação obrigatório, que gerou uma rejeição da sociedade. Dessa forma, campanhas higienistas de carácter coercitivo, não deve ser uma opção, ainda mais quando o assunto é drogas, pois na maioria das vezes são jovens na faixa dos 30 anos que não estão de acordo em serem internados, causando repulsão.

Paralelo a isso, vale ressaltar, também, que a desigualdade social e o uso de drogas tem uma relação bastante convergente, uma vez que pessoas marginalizadas, que vivem em favelas e baixa renda, veem o tráfico como uma oportunidade de mudança social. De acordo com a Organização das nações unidas, “o Brasil continua como o segundo maior mercado de drogas das Américas”. Logo, os jovens que não tem acesso a uma educação de qualidade ou visão do esporte como ferramenta de inclusão social, tendem a acolher o tráfico de drogas como uma fuga da realidade.

Portanto, é mister que haja ações governamentais para a diminuição do quadro atual de dependentes químicos no Brasil. Para isso, o Ministério da mulher, da família e dos direitos humanos, promova um revogação da lei 13.840, por meio da apresentação sobre os males que campanhas coercitivas promovem, ao plenário , com o objetivo de evitar o que aconteceu em 1904. Outrossim, urge que ONG’s, pensando em retirar o jovem do caminho das drogas, promover ações interdisciplinares, em uma área em que eles pudessem debater e conhecerem a si mesmo, com a presença de pedagogos orientando. Tais ações faram com que reduza tanto o número de viciados, como uma melhor forma de tratamento.