Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 07/12/2020

“É um pequeno passo para o homem, mas um grande avanço para a  humanidade.” Essa frase do astronauta Niel Armstrong representa, de maneira análoga, os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil, visto que ao superar esses imbróglios, a sociedade terá uma grande evolução. Contudo, as clínicas de reabilitação focam apenas na abstinência da droga, negligenciando os fatores que levaram aquela pessoa a usar substâncias ilícitas. Além disso, é preciso promover outros meios para ajudar o indivíduo durante essa fase, por exemplo, a utilização da arteterapia.

De início, vale ressaltar a necessidade de um psicólogo em cada unidade de reabilitação para promover terapias individuais, a fim de que se trate a causa que levou-o a usar drogas. Pois, como adverte a Psiquiatra Analice Gigliotti, o tratamento deve ser personalizado e atender as necessidades emocionais de cada um, com o intuito de prevenir recaídas. Assim, ao superar a abstinência da substância e tratar seus motivos pessoais com a terapia, o tratamento será devidamente efetivo.

Além disso, é necessário investir em arteterapia dentro dessas instituições para fazer desse período mais leve. Pois, como testado no Estado do Maranhão, de acordo com a Tv Brasil, atividades como pintura, dança e jogos deram resultado positivo aos pacientes. Dessa maneira, ao distrair a mente com outras atividades, além de cuidar da saúde física, cuidará também da saúde mental, aumentando a eficácia do tratamento.

Portanto, diante do exposto, compreende-se a necessidade de ações interventivas. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar psicólogos e inserir a arteterapia dentro das clínicas especializadas, por meio de verbas da União, a fim de atender as necessidades individuais e promover uma qualidade de vida aos dependentes químicos. Dessa forma, a realização dessas medidas representará um grande avanço para a humanidade.