Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 08/01/2021

De acordo com o “Contrato Social” do sociólogo Thomas Hobbes, é firmado um contrato entre o Estado e a sociedade, no qual esta deve ter seus direitos garantidos por aquele. Entretanto, muitas vezes esse acordo não é respeitado, tendo em vista que muitas pessoas não têm suas necessidades básicas atendidas. Assim, existem desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Tal realidade é calamitosa por propiciar aumento da violência e doenças psicossomáticas em muitos indivíduos.

Em primeiro plano, segundo a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir a saúde e o bem-estar dos cidadãos, bem como proposto por Hobbes. Todavia, esse direito não é garantido, tendo em vista os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Desse modo, como o governo não garante o cumprimento das leis, há o crescimento do número de dependentes e a falta de verba para tratar os pacientes. Contudo, muitos desses usuários se tornam dependentes devido a problemas familiares, pressão social como demissão, além de separações conjugais e crises financeiras. Com isso, essa situação problemática gera cada vez mais violência.

Em segundo plano, de acordo com “Instituição Sequestro”, do filósofo Michel Foucault, as instituições de ensino se preocupam apenas em disciplinar e impor ordens, não trabalhando a inserção dos indivíduos na sociedade. No entanto, tal teoria acontece na realidade, tendo em vista que os estudantes não são orientados sobre a importância de evitar as drogas e as consequências que elas trazem. Além disso, há um grande incentivo midiático, principalmente pelo funk ostentação, no qual a falta de orientação aos alunos os deixam sucetíveis a serem bastante influenciados a se tornarem dependentes químicos. Ademais, um dos desafios para o tratamento dos viciados é a campanha ostensiva e cara para combater o tráfico.

Portanto, essa situação caótica gera doenças psicossomáticas tanto nos drogados quanto nos familiares. É necessário, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria com as mídias promova campanhas educativas e informativas. Essa ação será realizada por meio das mídias televisivas e das plataformas de “streaming”, como o Instagram, além da realização de palestras nas escolas, as quais irão enfatizar as consequências da dependência química. Tal conduta terá como intuito promover a criticidade da população e diminuir o número de adeptos das drogas.