Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 08/01/2021

A cantora e compositora Amy Winehouse, foi encontrada morta em sua casa após consumo exagerado de álcool. No entanto, o destino de muitos dependentes químicos no Brasil não acaba diferente do da cantora britânica, uma vez que os desafios para o tratamento desses dependentes apresenta barreiras as quais dificultam a recuperação dos usuários. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Diante disso, é fulcral pontuar que existe ineficiência no tratamento oferecido pelo governo nas clínicas de reabilitação do Brasil. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Nessa perspectiva, a falta de um tratamento específico com profissionais e medicamentos para cada estágio de dependência, seja ele do mais leve ao mais complexo, e estudos das características de cada indivíduo, para que seja avaliada as condições que levaram ao uso das substâncias químicas, contribui para que os pacientes não se sintam devidamente acolhidos, não obtendo sucesso no tratamento e retomando ao uso de drogas e bebidas alcoólicas em seu dia a dia. De acordo com o jornal do G1, Quase 90% dos jovens voltam a usar crack logo após tratamento. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendular.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Estado, juntamente com o Ministério da Saúde, deve desenvolver um projeto, através de profissionais da saúde, para que desenvolvam tratamentos específicos para cada paciente nas redes de apoio aos usuários químicos, com medicamentos, apoio psicológico e psiquiátrico, para o intuito de atender as dificuldades e necessidades de cada um. Dessa forma, será realizada da melhor maneira a reabilitação dos dependentes químicos no Brasil, fazendo com que tenham um fim diferente do de Amy Winehouse.