Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 19/03/2021
Desde tempos antigos a humanidade utiliza de substâncias químicas como álcool, tabaco, maconha, entre outros, para lazer ou como forma de “esquecer os problemas”. Entretanto, existem pessoas que não conseguem fazer seu uso moderado e ficam extremamente dependentes, o que traz consigo diversos problemas de saúde e sociais. O tratamento desses vícios é a única forma de trazer de volta os indivíduos à vida normal, porém, existem diversos desafios para isso, como a relutância dos mesmos em aceitar ajuda, além do não reconhecimento do problema.
Primeiramente, vale destacar que embora muitos reconheçam o problema enfrentado, o medo de ser internado em uma clínica de recuperação é muito grande. Boatos falsos de que serão mal-tradados, além da existência de um grande preconceito da sociedade por trás disso são causas para a relutância em buscar ajuda, afirma João Freire, participante da Instituição Alcoólicos Anônimos do Brasil. O psicológico dessas pessoas resistem em tentar conter esses problemas sozinhas e acabam por fracassar na maioria das vezes.
Em seguida, pode-se observar também que muitos simplesmente nem reconhecem que estão passando dificuldades, o que torna o tratamento mais difícil ainda. Por conseguinte, muitas famílias optam por internar os parentes necessitados à força e pode trazer tanto resultados positivos, quanto negativos, quando essas pessoas voltam à dependência posteriormente. Segundo estatísticas do jornal G1, uma operação de internação involuntária foi realizada em uma área de venda de crack no Rio de Janeiro, ao todo, 6,5 mil dependentes foram acolhidos, nos últimos dois anos. Horas ou dias depois, no entanto, muitos deles já estavam de volta às ruas e ao vício.
Por fim, para que esses desafios sejam superados, é necessário que o Governo crie propagandas em folhetos, internet e televisão, através do Ministério de Comunicação, com o intuito de conscientizar a população dos malefícios que qualquer tipo de vicío pode trazer, além de deixar exposto o número telefônico da central de relacionamento do Ministério da Cidadania, 121, que dá informações de como proceder para os necessitados.