Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 21/05/2021

Na obra Pré-Modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns obstáculos, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, ao observar os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que a negligência governamental e a má formação socioeducacional potencializam esse entrave.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a omissão do governo como uma causa latente para os desafios encontrados no tratamento de dependentes químicos no país. Embora a elaboração da Constituição Federal seja baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo o direito à saúde, isso não ocorre de forma efetiva na hodiernidade. Nesse sentido, a carência de investimentos do poder público no Ministério da Saúde, a falta de profissionais especializados, bem como a ausência na criação de comunidades terapêuticas que visem o acolhimento e tratamento de dependentes químicos, faz-se presente, comprovando o aumento de cerca de 30,1% nos casos de pessoas dependentes de drogas no país. Dessa forma, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade do Estado configura-se como irrespeito colossal e, portanto, deve ser modificada em todo território.

Ademais, é fundamental pontuar a má formação socioeducacional como um dos complicadores para enfrentar os desafios no tratamento de adictos químicos no Brasil. Nessa perspectiva, é notória a escassez de medidas efetivas por parte das autoridades competentes como Ministério da Educação para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante o pensamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito econtra-se deturpado no país, à medida que os investimentos destinandos à educação como palestras para discussão sobre as consequências do uso de drogas e a pouquidade de orientação pedagógica, só decrescem. Assim, as instituições devem agir com urgência para formar cidadãos esclarecidos.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar essa situação. Para isso, o Governo Federal, instituição promotora do bem-estar social, deve apresentar mecanismos para combater os desafios consolidados para o tratamento de dependentes químicos, por meio de investimentos na construção de clínicas de reablitação, com a finalidade de garantir a saúde e desenvolvimento do cidadão. Outrossim, o Estado deve investir no Ministério da Educação, levando palestras às instituições de ensino, a fim de de contribuir para o conhecimento dos discentes acerca dessa problemática. Assim, tornar-se-á possível, o Brasil alcançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma.