Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/06/2021

Desde muito tempo, o uso de drogas está corriqueiramente presente na sociedade e vem afetando diretamente diversas pessoas, tendo como exemplo, o genial pintor do século XIX, Vincent van Gogh, que mantinha o uso constante de álcool, levando ao agravamento de sua condição. Tamém, no mundo pós-guerra, diversos ex-soldados sobreviventes desenvolveram algum tipo de vício (por álcool, tabaco, maconha etc) como forma de escapismo aos traumas da guerra, segundo a revista Galileu. Não muito diferente disso, atualmente, no Brasil, o uso insdiscrimidado de substâncias químicas têm crescido exponencialmente, devido a falta de políticas públicas adequadas para o combate às drogas e falta de  tratamento adequado de dependentes químicos, juntos com seus desafios.

Entre esses desafios, encontra-se a falta de acesso fácil e rápido às clínicas de tratamento aos dependentes químicos, devido a falta de planejamento público para lidar com esse problema de saúde, dificultando ainda mais a recuperação dos doentes. Além disso, há o pouco investimento para tratamento  personalizado de cada cidadão, fazendo com que as necessidades individuais de cada dependente não sejam atendidas e dificultanto sua ressocialização. Além disso, a “Glamorização” das drogas por meios artísticos como, músicas, filmes e novelas, transmite a ideia de que elas agem como “refúgio dos criativos” sendo utilizadas por quem tem dificuldade de lidar com os problemas, ou seja, como forma de escapismo.

Todavia, tal atitude ocasiona, além do vício, diversas outras doenças, sejam elas neurológicas, piscicológicas , físicas ou até a morte, tornando evidente o sério problema de saúde pública a ser enfrentado. Ademais, a desigualdade social e o uso de drogas estão diretamente ligados, pois a prevalência de consumo está entre os grupos socialmente excluídos, como moradores de rua ou pessoas em condições precárias de sobrevivência. Tudo isso, torna claro o abandono público e a falência das políticas antidrogas com medidas repressivas de combate ao tráfico, que desfocam do real objetivo que é salvar aqueles que já foram afetados e ter o controle dos que usam, assim como é criticado no documentário “Quebrando o Tabu”.

Portanto, faz-se necessário a tomada de medidas de enfrentamento dos desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. É dever do Estado, por meio de verbas públicas,  proporcionar melhor assistência aos doentes, com a contratação de mais profissionais adequados para o tratamento e a instalação de mais Instituições de apoio e ressocializaçao, junto com hospitais especializados, para o rápido acesso, redução de tais desafios e maior melhoria da saúde pública.