Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Durante o desenvolvimento da busca do bem-estar no Brasil, a sociedade vem promovendo debates sobre os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil, principalmente, no que se refere à questão cultural do uso de substâncias e à falta de estrutura para lidar com os dependentes químicos.

Cabe ressaltar, primeiramente, que o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, é uma característica enraizada na cultura brasileira, uma vez que se busca nessas substâncias uma forma de ‘‘refúgio’’ das problemáticas vivenciadas pelos indivíduos, e isso gerá uma dificuldade da população em buscar apoio .Tal perspectiva foi vivenciada na segunda fase do romantismo, em que a maioria dos poetas sofriam com o uso do álcool, como uma forma de fugir da realidade, uma vez que suas vivências eram marcadas por angustia, e por não abandonar essa substância, acabaram morrendo por debilidade. A situação dos ultrarromânticos reflete a questão atual da dependência química, pois a sociedade brasileira, sobretudo a parcela mais jovem, possui forte tendência a aderir as drogas, e isso impede a atuação de profissionais capacitados, como os psicólogos e psquiátras, no atendimento de pessoas que apresentam dificuldades em lidar com as angústias, configurando em um imbróglio para a garantia do bem-estar da população.

Ademais, a falta de estrutura e outro fator que prejudica o atendimento rápido e eficiente dos dependentes químicos. Segundo dados ofertados pelo Senado Federal em 2014, somente 0,34% dos leitos destinados ao tratamento de pessoas viciadas em drogas estava em atividade. Essa situação vivenciada no Brasil reflete a falta de investimentos dos órgãos públicos na remediação da conjuntura da obscessão por substâncias químicas, e como os usuários nao encontram apoio, acabam retornando ao uso de entorpecentes.

Em suma, para resolver as problemáticas citadas, faz-se necessário que o governo federal promova ações para instigar o tratamento dos dependentes químicos, por meio de investimentos em oficínas terapêuticas, as quais deverão contratar profissionais capacitados que desenvolvam atividades lúdicas com os pacientes, como o emprego das artes e da dança, de forma que os usuários de drogas possam sentir-se acolhidos e sejam capazes de serem reintroduzidos à sociedade.