Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/06/2021

Na atual sociedade, tendo o conhecimento de que a dependênica química é uma doença, é de suma importância que o próximo passo seja a procura de ajuda especializada para dar ínicio a um tratamento adequado pois, ao contrário do que muitos pensam, a dependência química não é um caminho sem volta, existe um tratamento completo que é oferecido por clínicas de reabilitação. Porém, existem alguns desafios para que a reabilitação seja concluída ou até mesmo iniciada, os impasses são: o próprio dependente reconhecer que está doente e precisa de ajuda e a insuficiência de políticas públicas adequadas para o tratamento.

Partindo dessa concepção, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Secretária de Estado de Desenvolvimento de São Paulo, o número de usuários na Cracolândia cresceu 160% comparado ao ano de 2016, tal dado evidencia um consumo desenfreado pois, o uso de substâncias entorpecentes são utilizadas como válvulas de escape ou por influência de terceiros. Em paralelo, podemos perceber claramente esses fatos no filme “Querido menino” em que, Nic Sheff é um adolescente viciado em metenfetamina, ao decorrer da narrativa Nic passa por diversos ciclos da vida de um dependente químico, lutando para se recuperar, mas volta e meia acaba tendo recaídas e se entregando ao vício novamente. Dessa forma, percebe-se o quão complicado é para um dependente buscar ajuda e se recuperar.

Além disso, a ineficácia e a falta de políticas públicas são outros fatores determinantes para o índice elevado de dependentes, visto que, no Brasil, ainda não se tem um tratamento público adequado e que abranja a maior parte dos usuários. Consequentemente, os tratamentos em clínicas de reabilitação acabam não sendo baratos, principalmente porque requerem o envolvimento de muitos profissionais e um local adequado para a reabilitação do paciente. Dessa forma, é comum que muitos pacientes desistam do tratamento por falta de recursos financeiros, retardando ainda mais o seu processo de reabilitação.

Diante dos fatos mencionados, urge que o Ministério da Saúde disponibilize uma maior verba, e em parceria com as prefeituras, estabeleça mais unidades de apoio com profissionais qualificados e estrutura satisfatória, visto que a precariedade das unidades são fatores determinantes para dificuldade do tratamento, a fim de que um maior número de usuários tenham acesso a reabilitação e possam ser reinseridos na sociedade.