Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/06/2021

O Escritor alemão Charles Bukowski, anteriormente a sua fama, era alcoólatra e viciados em jogos, passou anos, estagnado em uma rotina mísera sendo rejeitado  por quase todas revistas e editoras. Contudo, esse cenário de uma vida nefasta e repleta de vícios não se limita a vida desse autor, visto que no Brasil enfrenta se grandes desafios para o tratamento de dependentes químicos. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, o Brasil possui cerca de 3,5 milhões de usuários de droga. Os problemas enfrentados na intervenção em dependentes químicos se devem a visão distorcida do tema e a situação socioeconômica dos viciados

Em primeira análise, cabe destacar a deturpação da Dependência química, em que o vício é associado com má índole.  O que a maioria das pessoas não sabe, é que o vício é considerado uma doença crônica, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde) e pode levar a mudanças comportamentais, fazendo o indivíduo agir de forma que não agiria em sobriedade. Esse pensamento do senso comum de que o uso de drogas e substâncias ilícitas é um caminho sem volta, dificulta o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Por conseguinte, compreende se que esse tipo de mentalidade leva aos subordinados ao mundo das drogas não buscarem ajuda.

Segundamente, deve se discutir a relação socioeconômica com os desafios para combater a dependência química no Brasil. A insuficiência de renda é um dos principais fatores que leva as pessoas a não procurarem ajuda em clínicas de reabilitações e acompanhamento médico. Os altos custos do tratamento, internações e medicações impossibilitam os cidadãos de baixa renda de se reabilitarem e abdicarem das drogas. Tendo como consequência altas taxas de dependentes e aumento da violência no país.

Para resolver esse problema se faz necessário a intervenção governamental nas clínicas de reabilitações financiadas pelo Governo Federal. O Ministério da Saúde com bancos públicos e privados devem aumentar as verbas para essas instituições que recolhem dependentes químicos, introduzindo dessa forma mais profissionais da saúde para as clínicas. Diferentes métodos de tratamento devem ser adotados, com especialização para cada paciente. Os viciados devem ser diagnosticados individualmente e direcionados para o tratamento mais indicado. ( Terapia, internação…) . Além disso, é imprescindível que o Ministério da saúde introduza nas clínicas de reabilitação atividades físicas e promova dinâmicas em grupos. diminuindo assim os desafios no tratamento de dependentes químicos e melhorando a qualidade de vida desses cidadãos que estão submissos a substâncias nocivas