Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 16/06/2021
O consumo de drogas lícitas, como o alcóol, e ilícitas, como a maconha, é alto no Brasil, seja pela facilidade no acesso, seja pelo sentimento de escapismo da realidade. Esse cenário contribui para o aumento no número de dependentes químicos no país, os quais lidam com desafios para seu tratamento, como o preconceito e a falta de políticas de assistência.
Primeiramente, o tabu acerca da dependência química é um desafio para seu tratamento, uma vez que impede discussões, e deixa o doente menos propenso a pedir ajuda, com medo de ser discriminado. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde reconhece a dependência química como uma doença, que deve ser tratada e combatida de forma que respeite os direitos humanos, no entando, a sociedade ainda considera essa patologia um desvio de caráter ou fraqueza, muitas vezes por falta de informação. Esse preconceito afeta diversos brasileiros, que não reconhecem sua doença, não são devidamente tratados e acabam sendo demitidos e excluídos, acentuando a marginalização e até morte dos mesmos.
Além disso, a falta de políticas públicas de assistência, em detrimento do aumento de políticas de combate agressivas, é outra barreira que impede o tratamento adequado dos dependentes químicos. Exemplo de um programa que permite a ressocialização desses indivíduos é o Braços Abertos, o qual consistia em ajudar aqueles que terminaram o tratamento a conseguir emprego. No entanto, esse programa foi substituído por políticas de combate às drogas, sendo na maioria das vezes violento, e superficial, pois só é feito em favelas, além de só prender e punir, ao invés de tratar os doentes.
Portanto, é dever do Ministério da Saúde distribuir cartilhas informativas acerca da dependência química, por meio de fatos e dados, para conscientizar sobre a doença, a fim de combater o preconceito. Ademais, o Estado deve investir em políticas de assistência aos dependentes, por meio de centros especializados e profissionais de qualidade, para que sejam tratados e ressocializados corretamente.