Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 15/06/2021
Nos últimos anos, a proposta de impor tratamentos para dependetes químicos tem sido um dos desafios mais complicados de serem solucionados no Brasil, por se tratar de uma complexa iniciativa que exige não só de profissionais capacitados, como também da própria força de vontade do indivíduo intoxicado por produtos que prejudicam a saúde. Nesse sentido, deve-se debater os princípios que levam a tentativa de conter o uso de drogas, bem como os impactos negativos que podem surgir para os sujeitos afetados.
Em primeiro momento, cabe analisar as iniciativas de combate a dependência química no ambiente brasileiro. De acordo com Célio Luiz Barbosa, coordenador geral dos Centros de Atendimento às Famílias da Fazenda da Paz na submissão do Senado,“tratar a dependência quimíca não é apenas curar os efeitos que as drogas causam no indivíduo, é reorganizar o indivíduo por completo.” Desse modo, tal tratamento é tido como um processo de reabilitação do organismo corrompido pela toxidade dos produtos químicos, bastante complicado e delicado, que tende a depender da força de vontade dos pacientes afetados, que muitas vezes por possuirem sintomas psiquiátricos acabam que desistindo de se tratarem nesses ambientes de reabilitação, ocasionando cada vez mais sequelas graves aos dependentes químicos que ignoram os procedimentos necessários.
Entretanto, vale ressaltar os possíveis problemas ocorridos pela ausência da adesão dos pacientes aos tratamentos contra a dependência química. Segundo Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a aflingem”. Ademais, a dependência química é uma doença ligada a transtornos psiquiátricos que pode levar o indivíduo a ter desvios de comportamento ao utilizar para consumo o uso de drogas lícitas e inlícitas, podendo provocar graves efeitos danosos como cometer crimes, atentar contra a própria vida, abstinência, dentre outros fatores proporcionados pelo abuso de produtos tóxicos utilizados por usuários que se recusam fazer tratamentos por motivos de profundos vícios e falta de esforço desses sujeitos prejudicados pelo uso exagerado de drogas.
Destarte, é de urgência que o Ministério da Saúde, responsável por atuar na resolução de problemas ligados à saúde humana, proponha a criação de programas que atuem na desintoxicação dos indivíduos afetados pela dependência química e que instruam as pessoas sobre os efeitos danosos manifestados pelo uso das drogas, reduzindo as futuras sequelas prejudiciais e prevenindo o contato com possíveis entorpecentes indesejáveis. Certamente, tais ações irão contribuir com uma efetiva diminuição de riscos causados pelo abuso de produtos químicos no território brasileiro.