Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 15/06/2021

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere às dificuldades para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Com isso, surge a questão da problemática, no que persiste intríseco à realidade brasileira, seja pela busca de prazeres instantâneos seja pela insuficiência de leis.

A princípio, a busca de prazeres instantâneos caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, a busca por prazeres instantâneos é justificada como o sentido da vida moral. No entanto, essa busca caracteriza-se como um agravador na questão do problema, atuando fortemente em sua base. Assim, a falta de um planejamento racional e menos imediatista impede que o problema seja resolvido, podendo, inclusive, trazer consequências que agravam a situação.

Outro ponto relevante, nessa temática é a insuficiência de leis. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à questão da temática , uma vez que o problema continua fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolção do problema.

Torna-se imperativo, então,desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Torna-se imperativo, então, que o MEC, em parceria com as escolas incentivem projetos que desenvolvam o pensamento racional e planejador dos alunos. Pra isso, promover oficinas, com psicólogos e especialistas no assunto tratando da importância do planejamento na  melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e na solução de questões como a dificuldade para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Tais eventos devem ser abertos à comunidade.