Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 28/06/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante o direito à saúde. No entanto, a população se mostra distante desse preceito, uma vez que existem desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Dessa forma, entende-se que o silenciamento, bem como o preconceito apresentam-se como fatores motivacionais desse entrave.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar que o corpo social silencia a questão daqueles que sofrem com alguma dependência química. A esse respeito, o filósofo Michel Foucault, em sua obra ‘‘Palavras Proibidas’’, apresenta a ideia de que a sociedade não gosta de discutir assuntos que a causam desconforto. Paralelamente, observa-se que tal assunto não é discutido da maneira correta, dificultando, assim, a sua resolução. Esse cenário, certamente, configura-se como desagregador e não pode ser negligenciado.
Ademais, outro fator responsável por esse empecilho é o preconceito presente no âmbito brasileiro. Consoante o filósofo Voltaire, ‘‘Preconceito é opinião sem conhecimento’’. Sob essa perspectiva, pode-se verificar que há um prejulgamento em relação às pessoas que sofrem com algum tipo de vício. Logo, ocorre uma exclusão por parte do tecido social em relação a esse público, o que contribui para a ineficiência de medidas para solucionar esse problema.
Fica evidente, portanto, que os desafios para o tratamento de dependentes químicos precisam ser mitigados. Cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da saúde da população brasileira, em parceria com as grandes mídias como a televisiva e o Instagram, promover campanhas de cunho informativo acerca do tratamento de dependentes químicos, por meio de propagandas em horários estratégicos, a fim de mitigar esse preconceito existente na sociedade. Feito isso, essas pessoas verão o direito à saúde como uma realidade próxima.