Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 13/07/2021

Nota-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Isso ocorre, infelizmente, devido à negligência estatal e, também, à trivialização da sociedade sobre a temática. Logo, essa situação calamitosa deve ser analisada e solucionada para alcançar a plena harmonia social.

Primordialmente, é imprescindível destacar como uma parcela do estado costuma lidar com os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Sob esse viés, como declarou Gilberto Dimenstein, em seu livro “O Cidadão de Papel”, as leis brasileiras são ineficientes, visto que, embora se mostrem serem completas no conceito, não se efetivam na prática. Uma confirmação disso é a ausência de políticas públicas adequadas voltadas para a execução do artigo 5 da Constituição de 1988, o qual assegura o direito à informação. Isso é perceptível, por exemplo, na pequena campanha de conscientização a respeito do tratamento de dependentes químicos no país. Por conseguinte, conclui-se que a negligência estatal somada à falta de campanhas gera a exclusão desses indivíduos, pois estes encontram-se marginalizados na pobreza e no vício.

Outrossim, um entrave para o tratamento de dependentes químicos no Brasil é a trivialização da sociedade no tocante ao assunto. De fato, tal premissa se relaciona ao conceito de “Banalidade do Mal”, da socióloga Hannah Arendt: quando existe ausência de reflexão, ocorre a naturalização dos problemas. Um exemplo disso é a série “Elite”, nela, há a normalização do uso desenfreado de drogas e de bebidas alcoólicas, não muito diferente da realidade brasileira que, muitas vezes, banaliza a problemática da dependência química e não reflete sobre a necessidade de tratamento para essa mazela. Consequentemente, a banalização da sociedade se configura como um desafio para o tratamento de dependentes químicos no país, pois, essa normalização gera vulnerabilidade social, fazendo com que os dependentes químicos não tenham representação na sociedade e oportunidades.

Destarte, o governo aliado a Ongs para dependentes químicos devem criar campanhas informativas por meio de panfletagens. Essas campanhas serão realizadas em pontos estratégicos como: comunidades periféricas e bairros de luxo, a fim de abordar os dependentes químicos de forma direta e,  além disso, acometer indivíduos de classe alta para uma maior reflexão sobre o assunto por essa parte da sociedade. Ademais, o conteúdo das campanhas será didático e contará com a recomendação de clínicas de reabilitação para dependentes químicos. Tais campanhas acontecerão com o intuito de atenuar a negligência estatal acerca da falta de informações sobre o tratamento de dependentes químicos no Brasil e, ainda, estabelecer um senso crítico na sociedade que banaliza esse tema.