Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 15/07/2021
Negligência governamental. Aumento do número de dependentes. Descaso por parte da sociedade. Esses são alguns exemplos dos desafios enfrentados para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Dessa forma, observa-se essa questão como um cenário desafiador, o que torna necessário remediar o problema para que haja plena harmonia social no país.
Convém ressaltar, a princípio que o crescente número de dependentes, atrelado a invisibilidade desses indivíduos para a maior parte da sociedade, é um fator determinada para a persistência desse entrave. Nesse sentido, pode-se relacionar tal premissa ao conceito de “Banalidade do Mal”, proposto por Hannah Arendt, no qual ela discursa acerca da trivialização da maldade. Segundo a socióloga, devido à ausência de reflexão por parte de seus integrantes, há na sociedade uma normalização dos males que a circundam. Dessa forma, é notório que a falta de reflexão, por parte das pessoas, em relação ao tratamento de dependentes químicos acentua, ainda mais, os desafios existentes para sua efetivação.
Outrossim, ressalta-se que a negligência governamental – que resulta na falta de verbas destinadas para solucionar a questão do enfrentamento dos desafios– também configura-se como um entrave no que se refere ao tratamento de dependentes químicos e a harmonia social . Nessa perspectiva, o descado do governo contribui diretamente para a normalização do problema – uma vez que se o Estado não cumpre seu papel é sinal de que os governantes não refletem ou não se importam com a situação - além de deixar evidente a cidadania aparente proposta por Gilberto Dimenstein em seu livro “Cidadão de Papel”. Para o jornalista, cidadão de papel é aquele que tem seus direitos adquiridos, porém não usufruídos - e isso acontece, em grande parte, por falta de condições fornecidas pelo Estado.
Por fim, diante dos desafios supramencionados, é preciso que medidas sejam tomadas para resolver essa mazela. Portanto, cabe ao Estado – na condição de garantidor dos direitos individuais e coletivos – a fim e estimular o senso critico na população e cumprir seu papel, criar não só campanhas sociais sobre o assunto, como também destinar maiores verbas para o tratamento dos dependentes, seja para a criação de grupos de apoio, seja para a criação de clinicas de reabilitação. Isso pode ser feito por meio de parcerias com empresas privadas que financiem as campanhas – as quais podem ser feitas por curta-metragens divulgados nas mídias sociais – e a criação das clinicas e dos grupos de apoio, em troca de deduções fiscais. Assim, haverá uma maior harmonia social e esses desafios deixarão de existir.